Brasileira refém no sequestro do café em Sydney está bem

Imagens mostraram a brasileira a sair da cafetaria com o pé esquerdo a sangrar. Márcia está bem e foi levada para um hospital para uma cirurgia para remover estilhaços no pés.

A brasileira Márcia Mikhael, uma dos reféns libertados na ação policial durante o sequestro que ocorreu num café em Sydney, na segunda-feira, está bem e em segurança, afirmaram hoje os seus familiares.

De acordo com o sítio eletrónico de notícias G1, as primas da brasileira, Adibe George Khuri e Cláudia Marone, informaram que a instrutora de ginástica está bem, depois do sequestro no Lindt Chocolat Cafe, em Martin Place, em Sydney, na Austrália.

"O irmão dela disse que está tudo bem. Foi um grande susto, mas ela está bem, graças a Deus", afirmou Adibe George Khuri.

Uma sobrinha de Márcia também afirmou, numa mensagem no Facebook, que a tia está bem e em segurança, agradecendo as orações feitas pela brasileira, que é instrutora de ginástica e mora há 20 anos na Austrália.

Imagens das televisões mostraram a brasileira, natural de Goiânia (estado de Goiás, centro-oeste do Brasil), saindo da cafetaria carregada por paramédicos com o pé esquerdo a sangrar.

A família diz acreditar não ser grave, mas não sabe o motivo do ferimento e referiu que Márcia foi levada imediatamente após a sua libertação para um hospital.

Segundo o Jornal da Globo, na noite de segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou que representantes do consulado-geral do país em Sydney receberam informações oficiais da polícia australiana de que Márcia está bem e foi levada para um hospital para passar por uma cirurgia para remover estilhaços dos pés.

Porém, os funcionários do consulado não tiveram autorização para visitar Márcia e nem foram informados para qual hospital foi enviada. Souberam apenas que a brasileira está a ser acompanhada do marido.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, qualificou hoje como "terrorismo" o sequestro, que terminou com três mortos, mas ressalvou que seria errado relacioná-lo com grupos extremistas.

Em conferência de imprensa, Abbott disse que o sequestrador, identificado como Man Haron Monis, é "um doente mental com um longo historial de crimes" e criticou as referências ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no caso do sequestro.

Katrina Dawson, uma advogada de 38 anos e mãe de três crianças, e Tori Johnson, gerente do estabelecimento, de 34 anos, morreram após terem sido feitos reféns, com outras 15 pessoas, por um homem armado no Lindt Chocolate Cafe, alegadamente abatido pelas autoridades, que intervieram ao fim de quase 17 horas.

Cinco reféns e um agente ficaram feridos, três dos quais na sequência de disparos.

O primeiro-ministro australiano elogiou ainda a coragem de "pessoas decentes e inocentes" feitas reféns durante "a fantasia doente de um indivíduo profundamente perturbado".

Milhares de pessoas depositaram hoje ramos de flores no pavimento da zona pedonal de Martin Place, em Sydney, prestando homenagem as vítimas que morreram durante o sequestro.

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