Bombista da maratona de Boston condenado à morte por unanimidade

O júri de sete mulheres e cinco homens condenou Dzhokhar Tsarnaev, de 21 anos, pelo atentado que matou três pessoas e fez mais de 250 feridos.

O júri condenou Tsarnaev à morte em seis dos 30 crimes em que tinha sido considerado culpado. De acordo com os repórteres no tribunal, manteve-se sem expressão ao ouvir a sentença.

O jovem, que tinha 18 anos na altura do ataque, foi considerado culpado, no mês passado, de ter organizado a 15 de abril de 2013 o duplo atentado, considerado o pior registado nos Estados Unidos desde os ataques levados a cabo pela Al-Qaida em 11 de setembro de 2001. Na ação participou também o seu irmão, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, que acabaria por ser morto pela polícia dias depois.

O atentado de Boston provocou três mortos e 264 feridos em consequência do rebentamento de dois engenhos explosivos de fabrico artesanal, colocados junto à linha de chegada da prova da maratona.

O imigrante, de ascendência chechena, foi considerado culpado de 30 crimes, 17 dos quais puníveis com a pena de morte. Entre os crimes está o uso de arma de destruição em massa com a intenção de matar, assim como de assistir, planear e executar quatro pessoas, três das quais mortas no atentado. A quarta morte foi a de um agente da polícia atingido por tiros dias depois do atentado, durante uma perseguição.

Desde quarta-feira que o júri, composto por sete mulheres e cinco homens, tem estado a analisar o veredicto de 24 páginas. No total, estiveram encerrados na sala a deliberar durante 14 horas e 30 minutos. Era preciso unanimidade para a condenação à morte.

O último terrorista condenado à morte foi Timothy McVeigh, o bombista de Oklahoma, que recebeu a sentença em 1997 e foi executado por injeção letal em 2001.

O estado de Massachusetts declarou inconstitucional a pena de morte em 1984, mas este caso é federal. A pena de morte foi reinstituída a nível federal em 1988 e três pessoas já foram condenadas a esta pena.

A procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, considerou a sentença "uma punição adequada para este crime horrível".

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