Banca e etanol duplicam aposta em Aécio Neves

A duplicação dos donativos feitos a Aécio Neves por bancos, construtoras e empresas de etanol no último mês está a diminuir a vantagem financeira que a campanha de Dilma Rousseff tinha até agora. Um fenómeno que se explica pela subida do candidato do PSDB nas sondagens antes da primeira volta, e que se traduziu na passagem à segunda, e os mais recentes dados que dão um empate técnico entre o tucano e a presidente brasileira para a votação de dia 26.

Segundo o tesoureiro da campanha de Aécio, José Gregori, os donativos duplicaram em setembro para cerca de 140 milhões de reais (44,4 milhões de euros).

Uma análise às finanças da campanha do tucano mostra que Aécio conseguiu chamar até si indústrias insatisfeitas com Dilma, como a do etanol, que fatura cerca de 37,6 mil milhões de euros por ano, segundo a União da Indústria de Cana-de--Açúcar. A maior empresa do setor, a Copersucar, por exemplo, deu cerca de 321,9 mil euros para a campanha de Aécio e zero a Dilma.

Os dois candidatos enfrentaram-se na quinta-feira num debate marcado por muitas agressões verbais. Após o debate, a presidente sentiu-se mal e teve de interromper por momentos uma entrevista.

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