Autoridades revelam primeiras imagens da zona onde acreditam estar o voo MH370

Ainda não foram encontrados quaisquer destroços, mas a operação está a ser importante por permitir mapear uma zona remota do planeta, no sul do oceano Índico.

Mais de nove meses depois do desaparecimento do voo MH370 foi divulgada a primeira imagem do local que as autoridades acreditam ser onde o avião se despenhou. Além da fotografia, foi ainda revelado um vídeo no qual é possível ver as condições do fundo do oceano Índico, uma zona que até agora era desconhecida.

Ainda sem qualquer vestígio do Boeing 777 da Malaysia Airlines - que desapareceu a 8 de março quando fazia a viagem entre Kuala Lumpur e Pequim -, as autoridades continuam à procura do avião no oceano Índico. Através de uma sonda com vários sensores, nas últimas semanas a equipa de investigação tem mapeado a zona, um processo importante não só para encontrar a aeronave, mas também por estar a permitir conhecer uma zona remota do planeta.

A autoridade australiana para a segurança nos transportes divulgou um vídeo, no qual, através de uma animação feita em computador, se pode ver como é o terreno onde o Boeing 777 está a ser procurado.

Até ao momento já foram percorridos mais de nove mil quilómetros quadrados, dos 55 mil previstos. "Além de localizar o avião debaixo de água, a procura pretende mapear a zona dos destroços do MH370 de forma a identificar e a dar prioridade à recolha de componentes específicos do avião, incluindo as caixas negras, que irá ajudar a investigação malaia. O equipamento utilizado nos navios está a fornecer dados extraordinários", explicou a autoridade australiana para a segurança nos transportes, através de um comunicado.

Apesar de durante esta mais recente fase de buscas o discurso ser de certezas que o avião está na área delineada, famílias e amigos das 239 pessoas a bordo do voo MH370 continuam a desesperar por respostas, aumentando a dúvida se realmente o avião caiu a sul do Índico, muito longe da rota prevista.

Há uma semana, os familiares dos passageiros e tripulantes receberam um pedido para preparem amostras de ADN para serem guardadas na eventualidade de se encontrarem os corpos, facilitando assim o processo de identificação.

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