Ativista paquistanesa entre os 259 candidatos ao Nobel

Um recorde de 259 candidatos, entre os quais 209 pessoas e 50 organizações, disputam este ano o prémio Nobel da Paz, que será atribuído em outubro em Oslo, anunciou hoje o Instituto Nobel.

O último recorde remonta a 2011, quando se registaram 241 candidaturas ao mesmo prémio.

O diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad, disse hoje à AFP que, embora não aconteça todos os anos, o número de candidatos tem vindo a aumentar. "Isso reflete um interesse crescente no prémio. As nomeações vêm do mundo inteiro", disse.

O nome dos candidatos - que podem ser propostos por professores catedráticos em Direito ou Ciências Políticas, ministros e deputados de todos os países ou antigos laureados - só é conhecido se os proponentes o divulgarem.

Entre os candidatos conhecidos deste ano figuram a adolescente paquistanesa Malala, a organização russa dos direitos humanos Memorial, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton ou o presidente reformador birmanês Thein Sein.

A data limite para a entrega das candidaturas era 01 de fevereiro e a escolha do comité Nobel é anunciada no início de outubro, com entrega a 10 de dezembro, quando se assinala a morte do fundador dos prémios, o filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896).

O Nobel da Paz sempre envolveu alguma polémica, o que aumentou consideravelmente desde que, há quatro anos, Thorbjrn Jagland assumiu a liderança do Comité Nobel, com decisões muito controversas como a atribuição do prémio ao Presidente norte-americano, Barack Obama, em 2009.

Em 2012, numa decisão também muito polémica, o Nobel da Paz foi entregue à União Europeia.

"Não há dúvida de que as atribuições dos últimos anos contribuíram para acentuar a atenção", o que beneficia o prémio, defendeu Lundestad.

O Nobel da Paz é o único que se anuncia e entrega fora de Estocolmo, por decisão expressa do fundador dos prémios.

Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.

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