Assange fala domingo por videoconferência em simpósio no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival

O fundador da WikiLeaks é um dos convidados do simpósio internacional que decorre, entre hoje e domingo, no Centro de Congressos do Estoril e no CCB.

18 meses após as revelações feitas pelo ex-analista da NSA Edward Snowden, este encontro, intitulado "Fição e realidade: para além do Big Brother", visa contribuir para analisar em maior profundidade os temas da vigilância, dos media e da espionagem e as relações existentes entre eles.O Lisbon & Estoril Film Festival começou no dia 7 e termina este domingo.

Além do fundador da WikiLeaks, Julian Assange, que fará uma intervenção através de videoconferência no domingo de manhã, no Estoril, participam no simpósio outros nomes como o especialista informático Jacob Appelbaum (que ajudou a divulgar documentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA), a realizadora norte-americana Laura Poitras (uma das três pessoas que, em 2013, recebeu de Edward Snowden os documentos da agência secreta norte-americana) e o juiz espanhol Baltasar Garzón (conhecido no âmbito da luta contra o terrorismo da ETA e a corrupção em Espanha e um dos advogados de Assange).

Assange, australiano de 43 anos, vive exilado na embaixada do Equador em Londres há mais de dois anos. Refugiou-se ali para não ser detido pelas autoridades britânicas e extraditado para a Suécia, onde enfrenta acusações de agressões sexuais contra duas mulheres. O fundador da WkiLeaks, site de internet que divulgou telegramas secretos dos EUA, argumenta que a Suécia poderá depois extraditá-lo para os EUA, onde poderia ser acusado e até condenado a prisão perpétua.

Snowden, que apesar de não falar neste simpósio é a outra figura mais importante da onda de revelações de segredos dos norte-americanos e da ação dos seus serviços de informações, encontra-se exilado na Rússia. O ex-analista da NSA, de 31 anos, desvendou detalhes da rede de vigilância global dos EUA em junho de 2013 numa entrevista e em documentos que passou aos jornais 'The Washington Post' e 'The Guardian'.

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