Assange denuncia por difamação jornalistas do The Guardian

O fundador do «site» Wikileaks, Julian Assange, indicou hoje à televisão australiana que denunciou por difamação os jornalistas David Leigh e Luke Harding, do jornal britânico The Guardian.

Numa entrevista a partir do Reino Unido ao programa "7:30 report" da cadeia ABC da televisão australiana, Assange afirmou que as declarações, que ambos lhe atribuíram no livro que editaram recentemente, "são completamente falsas". No livro "Wikileaks e Assange", Leigh e Harding, respetivamente editor de investigação e correspondente em Moscovo, atribuem ao informático australiano o comentário de que se os informadores mencionados nos documentos sobre a guerra do Iraque forem assassinados isso não deverá ser uma surpresa.

O entrevistado insistiu que tudo é falso e adiantou que há muito veneno "na cúpula do negócio da imprensa e muitos apunhalamentos". "Infelizmente parece que estamos no lado dos que os recebem por parte destes indivíduos", adiantou Assange sem mencionar nomes. "Existem políticos de direita nos Estados Unidos, como Sarah Palin, que pedem a nossa morte, sequestro, rendição, etc", afirmou Assange. Assange, que enfrenta um processo de extradição pedido pela Suécia por suspeitos de delitos sexuais, assegurou que o Wikileaks divulgou cerca de sete mil telegramas das embaixadas norte-americanas e que aumentou a publicação destes desde o ano passado.

Nomeado para personalidade do ano pela revista norte-americana Time, Assange assegurou que o Wikileaks realiza "um bom trabalho" e que os processos que enfrenta representam um "preço pequeno" que deve pagar por "algo que é profundamente significativo".

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