Assad aguarda ações concretas após Kerry dizer que os EUA terão de falar com o ditador

A imprensa estatal síria considerou as declarações de John Kerry um "reconhecimento da legitimidade" de Bachar al-Assad.

O presidente sírio, Bachar al-Assad, disse hoje que aguarda ações concretas dos Estados Unidos, depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ter admitido negociar com o governo de Damasco para pôr fim à guerra no país.

"Estamos ainda a ouvir os comentários e temos de esperar pelas ações, só depois vamos decidir", disse Assad a uma televisão iraniana, citado pela televisão estatal síria. Assad reagia às declarações feitas no domingo pelo chefe da diplomacia norte-americana que, questionado pela televisão CBS sobre se negociaria com o presidente sírio, respondeu: "Bem, vamos ter de negociar no final".

A imprensa estatal síria considerou as declarações de John Kerry um "reconhecimento da legitimidade" de Assad.

A porta-voz de Kerry precisou contudo mais tarde que a declaração está em conformidade com a política dos Estados Unidos em relação à Síria e que, para Washington, "não há futuro para um ditador brutal como Assad na Síria".

Nos breves comentários que fez à televisão iraniana, Assad disse que qualquer verdadeira mudança na política da comunidade internacional em relação à Síria implica o fim do "apoio político a terroristas", uma acusação recorrente do seu governo aos países que apoiam grupos da oposição.

"Não temos alternativa a defender o nosso país", disse Assad, acrescentando que "quaisquer mudanças internacionais que se enquadrem nisso são positivas, se forem honestas e efetivas".

O conflito na Síria, que começou em março de 2011 com um movimento de contestação ao regime, já fez mais de 215.000 mortos.

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