Violadores tentaram atropelar jovem indiana após estupro

Os homens que violaram uma jovem indiana provocando vários protestos no país tentaram atropelá-la depois de a atirarem para fora do autocarro onde a agrediram e estupraram, noticiou hoje a imprensa citando um relatório da polícia.

A jovem, que morreu no sábado num hospital de Singapura, estava com um amigo quando foi violada e espancada durante 40 minutos por seis homens num autocarro, no dia 16 de dezembro.

O amigo da estudante conseguiu desviá-la a tempo da rota do autocarro, evitando que fosse esmagada, indica o relatório de 1.000 páginas, que deverá ser apresentado à justiça na quinta-feira.

"A jovem e o seu amigo foram atirados para fora do autocarro. (...) O seu amigo afastou-a, quando viu que o autocarro estava a inverter a marchar para a atropelar", escreveu o jornal The Indian Express.

Segundo jornais e estações de televisão, a jovem mordeu três dos seus agressores para lhes tentar escapar.

As marcas dos dentes, assim como o sangue, esperma e cabelos, e o testemunho do amigo da jovem violada, devem servir de provas contra os acusados, segundo a imprensa e fontes policiais.

Seis indivíduos foram detidos e serão julgados pela morte e violação da jovem. O sexto suspeito, alegadamente com 17 anos, foi submetido a testes médicos para determinar a idade exata e deverá ser julgado por um tribunal de menores.

A jovem universitária faleceu no hospital Mount Elizabeth, em Singapura, devido a "uma infeção nos pulmões e no abdómen e a uma lesão cerebral grave", segundo o relatório médico.

Um diplomata indiano que acompanhou a família da jovem em Singapura revelou que os pais "desejam que a morte da sua filha sirva para brindar um melhor futuro para as mulheres tanto em Nova Deli como de toda a Índia".

O ministro do Interior da Índia, Sushilkumar Shinde, disse na terça-feira que os suspeitos enfrentam a pena de morte se forem considerados culpados.

A morte da jovem provocou uma vaga de manifestações contra a violência sexual um pouco por toda a Índia.

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