UE pressiona Rangum a libertar Aung San Suu Kyi

A União Europeia pressionou a Birmânia a libertar "imediatamente" a oposicionista Aung San Suu Kyi, disse hoje em Hanoi o chefe da diplomacia checa, Jan Kohout, cujo país assegura actualmente a presidência da UE.

Durante uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros birmanês, Nyan Win, Kohout, a Comissão Europeia e a Suécia, próxima presidente da União Europeia, reiteraram a mensagem dos dirigentes europeus, exigindo à junta "a libertação imediata de Aung San Suu Kyi" e "a retomada do diálogo político".

O ministro checo reconheceu todavia não ter ficado com "um sentimento positivo" no final da reunião.

A Birmânia "rejeitou vigorosamente" uma declaração da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) que exigia igualmente a libertação de Aung San Suu Kyi, afirmando que equivalia a "uma ingerência nos seus assuntos internos".

A ASEAN agrupa o Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Vietname e a Tailândia.

A líder da oposição birmanesa, de 63 anos, está a ser julgada numa prisão de Rangum por ter infringido as regras da sua detenção domiciliária ao ter autorizado no princípio do mês um cidadão norte-americano a entrar e ficar em sua casa durante dois dias.

Caso seja considerada culpada, poderá ser condenada a uma pena de cinco anos de prisão, o que a excluiria da cena política birmanesa durante as eleições que a junta militar planeia organizar em 2010.

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