Torpedo de Pyongyang afundou navio de Seul

Encontrados  no local da explosão de26 de Março provas que incriminam directamente regime norte-coreano

Coreia do Sul e Estados Unidos vão preparar um conjunto de sanções militares e diplomáticas em resposta ao afundamento pela Coreia do Norte da corveta Cheonan, a 26 de Março, numa área do mar Amarelo disputada pelos governos de Seul e Pyongyang.

Washington e as autoridades sul-coreanas estudam o acréscimo de manobras militares conjuntas na zona do incidente, com especial incidência na luta anti-submarina, e o bloqueio do estreito da ilha de Jeju a navios mercantes de Pyongyang, o que tornará a viagem mais longa e cara. Junto à linha de demarcação que resultou do armistício de 1953, serão retomadas as campanhas de acção psicológica contra o regime comunista do Norte e suspensas as relações comerciais intercoreanas, à excepção das que se prendem com o complexo de Kaesong, projecto de investimento de empresas de Seul na Coreia do Norte.

Em paralelo, e contando com a vaga generalizada de críticas internacionais a Pyongyang, Seul e Washington esperam a aprovação de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU contra o regime norte-coreano. Detalhes destas acções serão anunciadas pelo Presidente sul-coreano, Lee Myung- -bak, numa intervenção pública no início da próxima semana.

A concertação de posições entre Washington e Seul surge após a descoberta de parte da hélice de um torpedo cujo número de série foi gravado num tipo de letra correspondente ao usado na Coreia do Norte. Os fragmentos de alumínio encontrados correspondem igualmente aos utilizados na indústria militar de Pyongyang.

Um analista militar sul-coreano, citado ontem pela edição em inglês do diário Chosun Ilbo, punha em causa a tese de um disparo premeditado sobre a corveta Cheonan. Para este especialista, o torpedo foi disparado em águas norte-coreanas, terá falhado o alvo e foi transportado pelas correntes para águas mais a sul, acabando por embater no casco do navio de guerra sul-coreano. Esta tese fora aventada como uma das primeiras explicações para o sucedido.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG