Primeiro porta-aviões entrou hoje ao serviço

O primeiro porta-aviões da marinha chinesa, um navio da antiga frota soviética, batizado com o nome de "Liaoning", após anos de testes e reparações, entrou hoje formalmente ao serviço, concretizando "uma importante decisão estratégica" da China.

"É um marco na história do Exército Popular de Libertação (nome oficial das Forças Armadas chinesas)" e "terá um grande e duradouro significado na promoção do patriotismo e das tecnologias de defesa", disse o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, numa cerimónia realizada no porto de Dalian, nordeste da China.

A China era o único dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que não tinha um porta-aviões, realçou a agência noticiosa oficial chinesa.

"A decisão da China de desenvolver um porta-aviões foi uma importante opção estratégica do Partido Comunista, do Governo e da Comissão Militar Central", afirmou também Wen Jiabao.

A cerimónia foi presidida por Hu Jintao, secretário-geral do PCC, chefe de Estado e líder da Comissão Militar Central, a direção política das Forças Armadas chinesas.

O "Liaoning", com cerca de 300 metros de comprimento, chamava-se "Varyag" e foi comprado à Ucrânia, a ex-república soviética que ficou com o porta-aviões após o colapso da URSS.