Naufrágio de ferry causa 24 mortos e 300 desaparecidos

O naufrágio de um 'ferry', que afundou depois de colidir na sexta-feira com um cargueiro no centro do arquipélago das Filipinas, causou pelo menos 24 mortes e cerca de 300 desaparecidos, informaram hoje as autoridades.

O 'ferry' 'Thomas Aquinas' transportava cerca de 700 pessoas e afundou-se rapidamente ao largo do porto de Cebu, a segunda maior cidade das Filipinas, segundo as mesmas fontes.

Uma missão de busca e salvamento envolvendo a guarda costeira, a marinha e barcos locais foi lançada imediatamente após a colisão, que ocorreu pelas 21:00 locais (14:00 de Lisboa) a cerca de dois quilómetros da costa.

Três horas depois do acidente, as operações de socorro salvaram 573 pessoas, mas 17 foram confirmadas mortas, indicou Joy Villages, oficial do departamento de relações públicas da sede da Guarda Costeira, em Manila.

Havia 692 pessoas a bordo do ferry, segundo os registos, mas os ferries nas Filipinas circulam muitas vezes sobrelotados.

"Ainda estamos a verificar o manifesto para saber quantas pessoas estavam exatamente a bordo", referiu Villages.

O comandante da Guarda Costeira de Cebu, Weniel Azcuna, disse à imprensa que o acidente ocorreu a cerca de dois quilómetros do porto de Cebu e que o navio cargueiro, 'Sulpicio Express 7', tinha 36 tripulantes a bordo mas não se afundou.

Os ferries são um dos principais meios de transporte no arquipélago das Filipinas, que tem mais de 7.100 ilhas, particularmente para os milhões de pessoas que são demasiado pobres para usar o transporte aéreo.

Mas os acidentes são comuns, devido aos baixos padrões de segurança, fiscalização negligente e sobrelotação.

O acidente marítimo mais mortal em tempo de paz ocorreu perto da capital filipina, Manila, em 1987, quando um ferry carregado com turistas na época natalícia colidiu com um pequeno navio petroleiro, matando mais de 4.300 pessoas.

Em 2008, um ferry de grandes dimensões virou-se durante um tufão ao largo de Sibuyan, ilha no centro do arquipélago, fazendo quase 800 mortos.

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