Mais de 13 mil porcos mortos em rio de Xangai

O número de porcos mortos encontrados num rio que atravessa Xangai excede já os 13 mil, adensando o mistério sobre a origem dos suínos, revela hoje a imprensa oficial chinesa.

Desde que o caso foi sinalizado, no início do mês, as autoridades locais já retiraram 9.460 porcos mortos do Huangpu, rio responsável pelo fornecimento de 22 % da água potável da cidade, indica o jornal Shanghai Daily.

Xangai tem vindo a culpar os criadores de gado de Jiaxing, na vizinha província de Zhejiang, pelo incidente, acusando-os de lançar ao rio os suínos que morreram de doença a montante do rio, onde, segundo a agência oficial Xinhua, foram recuperados das águas outros 3.601 animais.

O governo de Jiaxing afirmou que a zona não é a única fonte de carcaças, acrescentando que encontrou apenas um criador que poderia ser responsável pelo incidente em causa.

As autoridades de Xangai indicaram ter investigado quintas no distrito de Songjiang, no sudoeste, onde foram detetados os primeiros cadáveres, mas chegou à conclusão de que não tinham culpa, refere ainda o diário Shanghai Daily.

O escândalo veio reacender os problemas da China no que toca à segurança alimentar, acrescentando a carne mais consumida no país na extensa lista de produtos alimentares atingidos por episódios controversos.

Testes efetuados a amostras dos porcos mortos deram positivo para circovírus porcino, uma doença comum nos suínos que não afeta os humanos.

"O facto de alguns criadores terem fracos conhecimentos da lei, maus hábitos e a falta de uma maior supervisão e capacidade de tratamento leva a esta situação", apontou Yu Kangzhen, veterinário chefe do ministério da Agricultura.

O mesmo responsável atribui a elevada taxa de mortalidade entre os suínos ao registo de temperaturas mais baixas, mas descartou a hipótese de se estar a lidar com um surto epidémico, de acordo com um comunicado publicado, no fim de semana, no portal do Ministério.

A China enfrenta um dos seus maiores escândalos a nível da segurança alimentar desde 2008, altura em que foi detetada melamina em produtos lácteos, num caso que resultou na morte de pelo menos seis crianças, deixando ainda cerca de 300 mil pessoas doentes.

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