Livro de Malala proibido no Paquistão

O lançamento da autobiografia de Malala Yousafzai , na Universidade de Peshawar, noroeste do Paquistão, foi anulado por pressão do governo local.

Malala, a jovem paquistanesa que foi alvo de uma tentativa de atentado dos talibãs no Vale de Swat, em 2012, por ser uma defensora do direito das jovens e mulheres à educação, tornou-se mundialmente famosa e recebeu em 2013 o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu. Mas enquanto o Ocidente a aplaude, a jovem - que em outubro publicou a sua autobiografia "Eu, Malala" - o seu país dificulta-lhe qualquer atividade. A prová-lo, a decisão recente tomada pelo governo de Peshawar.

O lançamento do livro deveria ter ocorrido segunda-feira na Universidade de Peshawar mas tudo foi cancelado quando as autoridades provinciais e da cidade terem pressionado as forças policiais que acabaram por admitir não ter capacidade para fazer a segurança de quem participasse no evento.

Em declarações à agência noticiosa francesa AFP, o ministro da Informação provincial, Shah Farman, confirmou que o evento havia sido cancelado porque havia "muitas razões para isso". E adiantou que o local para o mesmo - centro de estudos da universidade - "não era adequado" e que o evento se destinava "apenas a obter mais fundos dos Estados Unidos".

Acrescente-se que Malala, que vive no Reino Unido com a família, não estaria presente.

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