Internet no Xinjiang vai ser gradualmente desbloqueada

O acesso à Internet no Xinjiang, bloqueado desde há quase seis meses pelas autoridades chinesas, vai ser gradualmente restaurado, disse hoje um jornal de Pequim.

O governo do Xinjiang, noroeste da China, está também a preparar-se para levantar "brevemente" as restrições às comunicações telefónicas internacionais e o serviço de SMS, disse o director regional das telecomunicações, Yang Maofa, citado pelo jornal China Daily.

Yang Maofa não precisou datas, mas reconheceu que a actual situação "causou grandes inconvenientes ao público".

Desde terça-feira, residentes do Xinjiang já têm acesso a dois sites, um dos quais da agência noticiosa oficial chinesa.

Não podem, contudo, participar nos chat dos referidos sites nem usar o e-mail, indicou o China Daily.

A Internet, as chamadas telefónicas internacionais e os sms foram bloqueados no Xinjiang após os tumultos étnicos de 05 de Julho passado, os mais violentos dos últimos 50 anos, que causaram 197 mortos e mais de 1.700 feridos.

Pequim atribuiu a responsabilidade dos tumultos a uma organização separatista uigur, a maior etnia do Xinjiang, de religião muçulmana e cultura turcófona.

Segundo o governo chinês, a Internet e os SMS "foram instrumentos vitais utilizados pelos separatistas para instigar os tumultos",

O Xinjiang, um vasto território rico em petróleo e recursos minerais, confina com o Afeganistão, Paquistão e varias ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.

Juntamente com o vizinho Tibete, é uma das regiões autónonas da China mais vulneráveis ao separatismo.

No final de Setembro passado, o número oficial de utilizadores da Internet na China era de 360 milhões.

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