Manifestações na zona de celebrações do Dia da China

As manifestações pela democracia e pelo sufrágio universal em Hong Kong estenderam-se na noite de hoje à zona onde está prevista a cerimónia do hastear da bandeira nas celebrações do Dia Nacional da China, na quarta-feira.

Grupos de manifestantes concentrados em Admiralty, zona onde se encontram os escritórios centrais do governo local, começaram por volta da meia-noite (17:00 em Lisboa) a deslocar-se para a praça 'Bauhinia Dourada', cujo acesso já se encontrava bloqueado por agentes da polícia.

A mobilização dos manifestantes mantém-se apesar de estarem em vigor os avisos meteorológicos de trovoada, emitido às 00:30 (17:30 em Lisboa) e amarelo de chuva forte, emitido 02:00 (19:00 em Lisboa).

Os manifestantes concentrados na praça, que tem o nome da flor-emblema da Região Administrativa Especial de Hong Kong, abrigam-se como podem com chapéus-de-chuva e sob pontes pedonais.

A praça fica na zona de Wan Chai, adjacente a Admiralty, onde têm também decorrido protestos. O início da cerimónia do içar da bandeira está previsto para as 08:00 locais (01:00 em Lisboa) de quarta-feira.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.