EUA dizem que Pyongyang "patina" perto de "linha perigosa"

O secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse ontem que a Coreia do Norte "está a patinar muito perto de uma linha perigosa", com a sua retórica inflamada e ações provocatórias.

Os EUA e os seus aliados desejam que Pyongyang arrefeça a sua linguagem, mas Hagel garantiu, em conferência de imprensa, que os militares norte-americanos estão preparados para qualquer possibilidade. "A Coreia do Norte com a sua retórica belicosa, as suas ações, tem estado a patinar muito perto de uma linha perigosa", disse o chefe do Pentágono. "O nosso país está totalmente preparado para lidar com qualquer contingência, com qualquer ação que a Coreia do Norte possa fazer ou qualquer provocação que possam instigar", acrescentou Hagel.

O chefe militar máximo dos EUA, o general Martin Dempsey, disse, na mesma conferência de imprensa, que não podia comentar publicamente as estimativas dos serviços de informação sobre o quão distante ou próxima está a Coreia do Norte de poder colocar um engenho nuclear num míssil. Mas o presidente do Comando Conjunto de Chefes militares assegurou que os militares dos EUA estavam prontos para "o pior cenário". Dempsey particularizou: "Eles [norte-coreanos] realizaram dois testes nucleares. Eles fizeram vários lançamentos bem-sucedidos de mísseis. E na ausência de provas do contrário, temos de assumir o pior cenário, razão pela qual estamos posicionados como estamos".

Os militares dos EUA transferiram navios para a região, capazes de abater mísseis lançados, e fizeram uma demonstração de força com bombardeiros, para procurar impedir a Coreia do Norte de lançar um ataque.

Os comentários de Hagel ocorrem em plena especulação generalizada de que a Coreia do Norte pode estar a preparar o lançamento de um míssil, em desafio às resoluções do Conselho de Segurança. O chefe militar do Comando norte-americano do Pacífico, almirante Samuel Locklear, disse no Senado, na terça-feira, que é favorável a abater um míssil norte-coreano apenas se ameaçar os EUA ou algum aliado norte-americano na região. Locklear acrescentou que estava confiante na capacidade dos militares norte-americanos em identificar o destino de qualquer míssil que venha a ser disparado.

Ler mais

Exclusivos