Eleger chefe de governo de Hong Kong não deve depender de pobres

Chefe do executivo da região afirma que escolha direta do seu sucessor colocaria o futuro do território nas mãos das pessoas com menores recursos.

As autoridades de Hong Kong não podem contemporizar com as reivindicações do movimento pró-democracia - porque isso iria colocar o destino desta região administrativa especial da China "nas mãos das pessoas com menores rendimentos". A declaração é de Leung Chun-ying, que chefia o governo do território desde julho de 2012 e foi feita numa entrevista conjunta ao The Financial Times, The Wall Street Journal e The International New York Times, em que Leung procurou ontem justificar a orientação seguida desde o início das manifestações pró-democracia, a 22 de setembro.

Animado por várias associações de estudantes, o movimento teve como pretexto o anúncio de que a escolha do próximo chefe do governo local, a realizar-se em 2017, seria feito por sufrágio direto, mas de forma bastante restritiva, sendo os candidatos previamente votados por uma comissão eleitoral. Esta é constituída por representantes dos setores profissionais, educativos e religiosos do território, os deputados da Assembleia Legislativa local e dos eleitos de Hong Kong à Assembleia Nacional e à Assembleia Consultiva da República Popular da China.

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