Eleger chefe de governo de Hong Kong não deve depender de pobres

Chefe do executivo da região afirma que escolha direta do seu sucessor colocaria o futuro do território nas mãos das pessoas com menores recursos.

As autoridades de Hong Kong não podem contemporizar com as reivindicações do movimento pró-democracia - porque isso iria colocar o destino desta região administrativa especial da China "nas mãos das pessoas com menores rendimentos". A declaração é de Leung Chun-ying, que chefia o governo do território desde julho de 2012 e foi feita numa entrevista conjunta ao The Financial Times, The Wall Street Journal e The International New York Times, em que Leung procurou ontem justificar a orientação seguida desde o início das manifestações pró-democracia, a 22 de setembro.

Animado por várias associações de estudantes, o movimento teve como pretexto o anúncio de que a escolha do próximo chefe do governo local, a realizar-se em 2017, seria feito por sufrágio direto, mas de forma bastante restritiva, sendo os candidatos previamente votados por uma comissão eleitoral. Esta é constituída por representantes dos setores profissionais, educativos e religiosos do território, os deputados da Assembleia Legislativa local e dos eleitos de Hong Kong à Assembleia Nacional e à Assembleia Consultiva da República Popular da China.

Leia mais na edição impressa ou no epaper do DN

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

"Petróleo, não!" Nesta semana já estivemos perto

1. Uma coisa é termos uma vaga ideia de quão estupidamente dependemos dos combustíveis fósseis. Outra, vivê-la em concreto. Obrigado aos grevistas. A memória perdida sobre o "petróleo" voltou. Ficou a nu que temos de fugir dos senhores feudais do Médio Oriente, das oligopolísticas, campanhas energéticas com preços afinados ao milésimo de euro e, finalmente, deste tipo de sindicatos e associações patronais com um poder absolutamente desproporcionado.