Hospitais de Hong Kong deixam de aceitar grávidas chinesas

Os hospitais de Hong Kong deixaram de aceitar grávidas do continente chinês que tentam iludir a política do "filho único" e anunciaram que em 2012 só irão atender 34.400 mulheres, 31.000 das quais nas clínicas privadas.

Com a nova medida, a ser adoptada pelas unidades públicas e privadas, o número de nascimentos em Hong Kong irá diminuir cerca de sete por cento relativamente a 2011, explicou York Chow, Secretário da Saúde do Governo de Hong Kong. Em 2010 foram registados 88.000 nascimentos em Hong Kong, uma Região Administrativa Especial da China com cerca de sete milhões de habitantes, mas cerca de 41.000 dos partos, ou 47 por cento, eram de mulheres do continente chinês -- separado de Hong Kong por uma fronteira. Numa sondagem telefónica, 61,1 por cento dos cidadãos de Hong Kong manifestou-se contra a que as mulheres do continente sejam atendidas nos hospitais públicos e 59,7 por cento apelou a medidas para que as grávidas não sejam sequer atendidas nas clínicas privadas da cidade.

As mulheres da China que desejam mais do que um filho preferem pagar o custo da deslocação e parto em Hong Kong já que, além das vantagens no registo de um nascimento em Hong Kong, a multa que pagariam na China é mais elevada. De acordo com o Secretário da Saúde, no primeiro trimestre de 2012, será anunciada a quota de partos de cidadãs chinesas que será aceites para 2013.

O objectivo das autoridades de Hong Kong é garantir um serviço de qualidade, a segurança e a prioridade das grávidas de Hong Kong e evitar a pressão nos serviços de obstetrícia dos hospitais públicos e clínicas privadas.

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