Governo realiza inquérito especial sobre violação coletiva

O Governo indiano vai realizar um inquérito especial à violação coletiva de uma estudante de 23 anos, um caso que abala o país há dez dias.

P. Chidambaram, ministro das Finanças e porta-voz do Governo, anunciou que um juiz reformado aceitou dirigir uma comissão de inquérito sobre o caso.

O inquérito, sob a direção do juiz Usha Mehra, vai tentar "identificar as eventuais falhas da polícia, ou de uma autoridade, ou de uma pessoa (...) e apurar responsabilidades", declarou o porta-voz.

A 16 de dezembro, uma estudante de fisioterapia apanhou um autocarro com um amigo. Seis homens que estavam no autocarro, incluindo o condutor, violaram a rapariga e espancaram o amigo com barras em ferro, atirando os dois para fora do veículo.

A rapariga está nos cuidados intensivos e registou um agravamento do seu estado de saúde no início da semana.

Os seis homens, embriagados na altura dos factos, foram detidos.

O caso levou milhares de pessoas a manifestarem-se em Nova Deli, em alguns casos com violência, que resultaram já na morte de um polícia. As forças de segurança bloquearam várias ruas no centro da capital indiana.

Os manifestantes protestam contra a polícia e as autoridades, que acusam de não levarem a sério as queixas de violação e agressões sexuais, num país dominado por homens.

No sul, na região de Tamil Nadu, uma mulher foi violada por dez homens na noite de Natal, indicou a polícia local à agência noticiosa francesa AFP. Os dez suspeitos foram detidos.

Os números oficiais mostram que 228.650 dos 256.329 crimes violentos registados em 2011 na Índia foram contra mulheres, com o número das violações na capital a subir 17 por cento para 661 neste ano.

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