Governo de Cabul e talibãs negociaram nas Maldivas

Representantes do Governo e uma delegação dos grupos talibãs estiveram reunidos em negociações num hotel da ilha de Bandos, nas Maldivas, em Janeiro passado, onde analisaram as possibilidades de um acordo de paz.

O encontro, cuja realização foi confirmada à AFP por uma fonte do Governo local, decorreu antes da conferência de 28 de Janeiro em Londres sobre uma nova estratégia para o Afeganistão.

Na capital britânica, o Presidente Hamid Karzai sugeriu uma política de conciliação face aos grupos islamitas que abandonassem a luta armada, como recordavam ontem as agências, em troca de verbas para refazerem as suas vidas e de trabalho.

A criação de postos de trabalho é um dos principais desafios a vencer pelo Governo de Cabul num país que continua a viver em clima de guerra civil, e com poucas áreas de produção efectiva.

A avaliar pela situação no terreno, os resultados da reunião nas Maldivas não terão estado à altura das expectativas. Os combates prosseguem na província de Helmand naquela que é uma das mais importantes operações militares contra os islamitas radicais desde 2002; por outro lado, Washington e Islamabad confirmaram a captura do número dois dos talibãs e seu principal chefe militar, mullah Baradar.

Para a Casa Branca, a captura representa um "importante sucesso" na cooperação entre americanos e paquistaneses contra os extremistas islâmicos. O porta-voz de Barack Obama, Robert Gibbs, manteve-se muito circunspecto, tal como na véspera quando se recusara a comentar a notícia divulgada pelo New York Times, não revelando detalhes sobre a operação. Para Gibbs foi "importante".

A importância da prisão de Baradar, detido há mais de uma semana em Carachi, era ontem definida no Paquistão como um sério revés para os talibãs. Baradar é tido por um dos fundadores do movimento, além de colaborador próximo de mullah Omar, o líder dos islamitas afegãos.

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