Desempregado chinês esfaqueia 28 menores

Este tipo de agressões tem vindo a multiplicar-se no país desde há seis anos

Foram minutos de pânico e terror quando um desempregado de 47 anos avançou pela sala repleta de crianças de quatro anos, numa creche da cidade chinesa de Taixing, empunhando uma faca com um gume de perto de 20 centímetros, desferindo golpes às cegas enquanto os menores gritavam e choraram.

O ataque à creche em Taixing, na província de Jiangsu, causou ferimentos graves em cinco crianças, feridas menores e pequenas contusões em outras 23, tendo o atacante agredido dois professores e um vigilante. Estes ficaram feridos quando tentavam controlar Xu Yuyuan, que se encontrava desempregado há algum tempo. Xu foi detido pela polícia.

O sucedido ontem em Taixing é a quarta agressão contra um estabelecimento escolar de menores na China no corrente ano. No dia anterior, verificara-se outro ataque (ver caixa) numa coincidência macabra com a execução de um homem de 42 anos, que matara oito crianças em Março.

Um estudo publicado em Junho de 2009 na revista Lancet, ontem citado nas agências, recordava que cerca de 173 milhões de chineses são vítimas de perturbações mentais. A esmagadora maioria - quase 160 milhões - nunca teve apoio clínico para o seu caso. Os problemas de saúde mental envolvem um estigma social na China, o que explica a recusa em procurar tratamentos.

Os ataques deste ano parecem integrar-se numa tendência que se manifesta desde 2004, quando um vigilante num jardim infantil de Pequim assassinou com uma arma branca um menor e feriu 14, além de um professor. Desde então, este tipo de crime é frequente nas cidades chinesas. Os incidentes levaram as escolas a tomarem medidas de segurança suplementares, que não são cumpridas em muitos casos, devido aos seus custos, assinalava ontem um dos correspondentes da BBC na China.

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