Coreia do Sul realiza primeira castração química

A Coreia do Sul vai aplicar pela primeira vez a castração química num homem repetidamente condenado por abuso sexual de crianças, indicaram fontes oficiais.

O pedófilo, de 45 anos, deve ser libertado em julho, depois de ter cumprido uma pena de dez anos de prisão, por tentativa de violação de uma menina de dez anos.

O homem, de apelido Park, deve receber uma injeção de três em três meses nos próximos três anos, para reduzir os seus desejos sexuais por via da manipulação de hormonas, "caso ele goste ou não", disse à agência noticiosa AFP fonte do Ministério da Justiça.

Park já tinha cumprido três anos de prisão por atacar sexualmente meninas com idades inferiores a 16 anos, em 1984, 1991 e 1998.

Uma comissão ministerial emitiu na segunda-feira um despacho a autorizar a castração química - a primeira desde que a lei que prevê o procedimento foi aprovada, em julho.

O castigo pode ser aplicado a maiores de 19 anos responsáveis por crimes contra crianças com idade inferior a 16 anos.

Não há informações sobre se Park concordou com o tratamento, mas graves ofensas sexuais a crianças, como as que estão em causa, não requerem o consentimento do acusado, segundo a lei.

Park arrisca uma nova pena de prisão ou uma pesada multa, caso recuse a injeção ou tome medicamentos que mitiguem os seus efeitos.

Além de ter de receber assistência psicológica e usar uma pulseira eletrónica, Park ficará proibido de entrar em instalações para crianças.

No ano passado, a Coreia do Sul tornou-se no primeiro país asiático a legalizar a castração química de pedófilos, num gesto que surgiu após uma revolta popular generalizada com uma série de ataques sexuais que tinham como alvo crianças e a perceção da fraca punição dos pedófilos.

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