Coreia do Sul pondera retirada de trabalhadores de Kaesong

A Coreia do Sul poderá retirar os seus trabalhadores do complexo industrial conjunto com a Coreia do Norte se a situação se tornar insustentável à medida que as tensões entre os dois países aumentam, afirmou hoje o ministro da Unificação.

"Penso que podemos ter de retirar os trabalhadores sul-coreanos de Kaesong para a sua própria segurança caso a situação assim o exija", disse o ministro da Unificação, Ryoo Kihl-Jae.

Contudo, a atual ameaça para a sua segurança não é "tão elevada", ao ponto de se considerar uma retirada, disse Ryoo, acrescentando que qualquer ação seria tomada após consulta das 123 empresas sul-coreanas que operam no complexo industrial.

Ryoo não deu indicação de como seria levada a cabo a retirada do pessoal sul-coreano no caso de vir a concretizar-se.

Com as tensões entre as duas Coreias a registarem o seu nível mais elevado em anos, a Coreia do Norte bloqueou o acesso dos sul-coreanos ao complexo de Kaesong desde quarta-feira.

O Ministério da Unificação indicou que hoje ainda havia 608 cidadãos sul-coreanos em Kaesong, depois de 253 terem regressado a casa. O mesmo organismo indicou que está programado o regresso à Coreia do Sul de outros 100 trabalhadores no próximo sábado.

O complexo industrial de Kaesong, localizado na Coreia do Norte, a dez quilómetros da fronteira, está hoje fechado devido a feriado.

A Coreia do Sul destacou hoje dois navios com sistemas para intercetar mísseis nas costas do Mar Amarelo e Mar do Japão face a movimentos que indicavam que o Norte poderia estar a preparar um lançamento.

Segundo declarou um porta-voz do Ministério da Defesa à agência sul-coreana Yonhap, os dois contratorpedeiros, com cerca de 7.600 toneladas cada, estão equipados com o sistema de radares Aegis para abater mísseis balísticos.

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