Conselho de Segurança da ONU "condena firmemente" novo teste nuclear norte-coreano

O Conselho de Segurança da ONU afirmou hoje "condenar firmemente" o novo teste nuclear realizado pela Coreia do Norte e vai começar a trabalhar "imediatamente" em "medidas apropriadas" através de uma nova resolução.

Num comunicado divulgado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Kim Sung-Hwan, cujo país assumiu a presidência do Conselho de Segurança este mês, o órgão das Nações Unidas considerou o teste nuclear realizado pelo regime de Pyongyang como uma "ameaça clara para a paz e para a segurança internacionais".

A Coreia do Norte confirmou hoje a realização "com sucesso" de um terceiro teste nuclear, ação que foi condenada imediatamente pela comunidade internacional.

"Um terceiro teste nuclear foi realizado com sucesso", revelou a Korean Central News, a agência noticiosa oficial da Coreia do Norte.

"O teste nuclear foi realizado como parte das medidas de proteção da nossa segurança nacional e soberania contra a hostilidade imprudente dos Estados Unidos que violaram o nosso direito de lançar satélites de utilização pacífica", acrescentou a agência norte-coreana.

O Conselho de Segurança da ONU indicou, na mesma declaração, que o teste nuclear norte-coreano é uma "grave violação" das resoluções das Nações Unidas.

"Os membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar imediatamente sobre as medidas apropriadas no âmbito de uma resolução", referiu a declaração, lida pelo chefe da diplomacia sul-coreana.

O texto, adotado após consultas de emergência, realizadas hoje em Nova Iorque à porta fechada, não precisou as eventuais medidas a aplicar pelo Conselho de Segurança.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, afirmou entretanto, em declarações à comunicação social, que Washington poderá ter como objetivo "reforçar o regime de sanções" contra Pyongyang nos "mais diversos domínios", incluindo no setor financeiro.

Considerando o teste nuclear como uma ação "provocativa" por parte dos norte-coreanos, a diplomata norte-americana acredita que o regime de Pyongyang irá encarar "um isolamento e uma pressão cada vez mais fortes".

O regime de Pyongyang, suspeito de desenvolver um programa nuclear com fins militares, é alvo de diversas sanções internacionais por parte das Nações Unidas, Estados Unidos e União Europeia (UE).

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