Ativista condenado a prisão perpétua

Um tribunal chinês condenou hoje o intelectual uigure Ilham Tohti a prisão perpétua, depois de considerá-lo culpado de "separatismo", confirmou o seu advogado Li Fangping.

Ilham é o ativista uigur mais conhecido da China e uma das poucas vozes desta comunidade que criticou abertamente e de forma moderada a política do regime comunista na região ocidental de Xinjiang, onde vive a maior parte da minoria uigure e palco de confrontos étnicos, os quais têm aumentado nos anos recentes.

lham Tohti, antigo professor de Economia numa universidade de Pequim, foi detido em janeiro depois de ter criticado a resposta do Governo chinês a um ataque suicida na Praça de Tiananmen, em Pequim. As autoridades centrais culparam os militantes de Xinjiang pelo ataque.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversas organizações de Direitos Humanos tinham pedido a libertação de Ilham Tohti, um forte crítico das políticas da China para com os uigures.

No último ano, Xinjiang tem assistido a um escalar da violência entre a população local e as forças de segurança, resultando em centenas de mortos.

A violência, que se estendeu a outras zonas, também resultou em atentados e episódios violentos que, só este verão, causaram uma centena de vítimas mortais. A situação já levou Pequim a lançar uma campanha de repressão sobre os separatistas.

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