Advogado de defesa acusa polícia de forçar confissões

Um advogado de defesa de três alegados autores da violação coletiva de uma estudante de 23 anos em Nova Deli, que acabaria por morrer, acusou hoje a polícia de ter recorrido à força para obter confissões.

"Todos os acusados foram gravemente agredidos pela polícia, que utilizou a força para extrair declarações que encaixem com as provas recolhidas", disse à agência francesa AFP o advogado M.L. Sharma, no exterior do tribunal, onde os cinco arguidos devem comparecer hoje pela segunda vez.

"Os meus clientes foram forçados a confessar crimes que não cometeram", aditou o causídico.

Um porta-voz da polícia recusou tecer comentários quando questionada sobre as declarações do advogado.

Detidos quase imediatamente da agressão, cometida a 16 de dezembro no interior de um autocarro, os cinco presumíveis autores do crime, com idades entre os 19 e os 35 anos, foram acusados de sequestro, violação e homicídio.

Caso sejam considerados culpados das acusações que pendem sobre si, os suspeitos arriscam a pena de morte.

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