21 satélites chineses procuram avião desaparecido

Vinte e um satélites da China procuram o avião da Malaysia Airlines que saiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim e desapareceu com 239 pessoas a bordo, no dia 08 de março, anunciaram hoje as autoridades chinesas.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei, explicou que o seu país reposicionou 21 satélites, uma dúzia a mais do que nos primeiros dias de busca pelo avião, para que ajudem no rastreio realizado por outros 25 países.

Das 239 pessoas a bordo do voo MH370 de Malaysia Airlines, 153 eram cidadãos chineses.

"A busca do avião é nossa máxima prioridade, sublinhou Hong Lei numa conferência de imprensa, informando ainda sobre os esforços realizados pelo seu Governo, que disponibilizou também 10 navios e vários aviões.

A China enviou hoje o seu maior navio, o Haixun 01, para ajudar nas buscas, que se dirige para Singapura e começara a trabalhar no estreito de Sonda, que separa as ilhas de Java e Sumatra, Indonésia e liga o mar de Java com o Oceano Índico.

Além do mar, a China começou hoje a procurar no seu próprio território, como parte de uma grande missão internacional que procura em dois corredores, um a norte e outro a sul, definidos em relação à última posição do avião captada pelos radares.

A vasta operação inclui regiões que incluem a Ásia Central e o Oceano Índico.

Conforme os dados de um satélite militar, o avião desaparecido poderia ter sobrevoado o extremo ocidental da China sem ser detetado pelos radares comerciais , segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Questionado sobre quais as províncias ou regiões da China em que estão a ser realizadas as buscas por terra, o porta-voz disse que "em resposta às petições do Governo malaio, satélites e radares chineses procuram o avião no corredor norte que passa pelo território da China".

Hong explicou que a China divulgará informações detalhadas à Malásia sobre os resultados das buscas e pediu ao Governo malaio uma colaboração recíproca.

O embaixador chinês na Malásia, Huang Huikang, disse hoje à imprensa na capital malaia, Kuala Lampur, que as autoridades estão a lidar com informações que não pode revelar aos meios de comunicação social, sem acrescentar mais detalhes.

O diplomata afirmou que nenhum dos 153 chineses que viajavam a bordo do avião da Malaysia Airlines tem um perfil que levante suspeitas para um possível sequestrador ou terrorista.

O voo MH370 da Malaysia Airlines saiu de Kuala Lumpur no dia 08 de março com destino a Pequim, mas desapareceu dos radares 40 minutos depois do início da viagem.

Segundo as autoridades, uma das pessoas que ia a bordo do voo MH370 desligou de forma deliberada os sistemas de comunicação da aeronave, direcionando-a para oeste.

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