As falhas de segurança que deixam os líderes mundiais à mercê de qualquer um

David Cameron, Barack Obama, Tony Blair são alguns dos políticos que foram vítimas de falhas na sua segurança. Silvio Berlusconi já passou alguns dias no hospital.

Tudo não passou de um mero empurrão, mas numa época em que o terrorismo tem vários rostos, os serviços de segurança sabem que não podem arriscar incidentes como o que, a 27 de outubro, aconteceu com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em Leeds, levando à detenção imediata e temporária do presumível agressor.

Cameron saía da Câmara Municipal de Leeds e dirigia-se para o carro que o aguardava quando foi abalroado por um desconhecido. A equipa de segurança interveio e deteve o homem enquanto o primeiro-ministro entrava no carro.

"Atravessei a rua a correr e tudo o que vi foi um grupo de homens de fato a sair da câmara. Passei por entre eles e quando dou por mim tenho meia dúzia de homens de fato a agarrarem-me e a manterem-me no chão", contou Dean Farley, de 28 anos, naquela que é a sua versão do incidente de Leeds.

Farley, de cabelo comprido, fato de treino, auscultadores nos ouvidos e toalha na mão, corria para o ginásio quando deu - ou quase deu - um empurrão a Cameron. "Não vi David Cameron. Não sabia que era David Cameron até que eles me deixaram sair da carrinha da polícia, uma hora mais tarde, e me contaram o que tinha feito", explicou Farley à imprensa.

O incidente foi, depois, minimizado por Cameron, que afirmou confiança total no seu serviço de segurança mas, nas suas declarações, Farley fez uma afirmação de importância fundamental: "Ninguém disse "para, polícia" quando eu atravessei a rua. Não vi qualquer agente de uniforme. Não havia qualquer cordão [de segurança]".

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