Artur Mas arguido: "Não tenho vocação de mártir nem de herói"

Líder catalão, que será ouvido em tribunal pelo crime de desobediência grave na organização do 9N, diz sentir-se "democraticamente rebelde" contra o Estado espanhol.

O presidente da Generalitat, Artur Mas, negou ontem qualquer crime de "desobediência" na organização da consulta popular independentista de 9 de novembro de 2014 (9N) na Catalunha. Contudo, confessou-se "democraticamente rebelde", dizendo ter havido politicamente "uma revolta democrática contra o Estado espanhol". Artur Mas reagia assim à convocatória do Supremo Tribunal de Justiça da Catalunha, que o quer ouvir como arguido num processo de desobediência grave.

"Não tenho vocação de mártir nem de herói, só tento ser um modesto servidor desde país [a Catalunha]", acrescentou numa entrevista à Catalunya Ràdio. Artur Mas vai ser ouvido a 15 de outubro, uma data histórica para os independentistas, porque marca o aniversário da execução, às mãos do franquismo, do ex-presidente da Generalitat Lluís Companys. "Como em cada ano, até quando não era presidente, irei prestar homenagem a Companys antes de ir a tribunal", anunciou.

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