Arábia Saudita lança operação militar no Iémen contra rebeldes xiitas

A Arábia Saudita lançou hoje uma operação militar no Iémen contra os rebeldes xiitas Houthi, que ameaçam o governo local, disse o seu embaixador nos EUA.

"A operação é para defender o governo legítimo", disse Adel al-Jubeir aos jornalistas.

Antes, tinha sido noticiado que a Arábia Saudita estaria a concentrar armas antiaéreas e outro equipamento militar na fronteira com o Iémen, inquieta com o avanço dos rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irão, no país, tinham indicado responsáveis norte-americanos.

As forças sauditas incluem sistemas antiaéreos e artilharia, especificaram estes responsáveis.

A Arábia Saudita, país sunita, está inquieta com o avanço das milícias xiitas houthis no Iémen, que tomaram o controlo da capital Sanaa em março.

Fontes diplomáticas dos EUA deram conta de um telefonema feito hoje para o Presidente iemenita, Abd Rabbo Mansour Hadi, seu aliado na luta contra a Al-Qaida, indicando que ignoravam onde se encontrava.

Forças aliadas dos rebeldes xiitas no Iémen apoderaram-se hoje do aeroporto internacional de Aden. Um ministro avisou que a queda de uma grande cidade do sul do país marcaria o "início" de uma guerra civil.

O aumento da violência no Iémen poderia comparar-se a uma guerra por procuração entre a potência xiita iraniana, que apoia os houthis, e a Arábia Saudita sunita, que apoia o Presidente Hadi.

Quando Hadi fugiu da sua residência vigiada pelo Houthis, em Sanaa, em fevereiro, e apareceu em Aden, a Arábia Saudita foi o primeiro país a transferir a sua embaixada para esta cidade, em claro gesto de apoio ao dirigente iemenita.

Mas os rebeldes houthis, suspeito de laços com o Irão e o ex-presidente Ali Abdallah Saleh, forçado ao exílio em 2012, depois de 33 anos no poder, continuaram com a sua progressão até perto da fronteira saudita.

E Teerão já denunciou as iniciativas que pretendem fazer da capital portuária de Aden a nova capital do Iémen.

A Arábia Saudita receia que os Houthis consigam o controlo do estreito de Bab-el-Mandeb, que separa o Iémen do Djibouti e oferece uma posição estratégica sobre o canal de Suez.

Esta alteração acresceria à forte presença iraniana no Estreito de Ormuz, pelo qual passa o grosso do petróleo mundial.

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