Arábia Saudita acusa autoridades locais de não impedir ataque à sua embaixada

O Governo da Arábia Saudita condenou o ataque perpetrado esta noite contra a sua embaixada em Damasco e acusou as forças de segurança sírias de não impedir a entrada de manifestantes partidários do regime de Bashar al-Assad no edifício.

Em comunicado publicado esta madrugada na agência de notícias oficial SPA, um alto funcionário do Ministério dos Assuntos Exteriores da Arábia queixou-se de que as forças de segurança sírias não tomaram as medidas necessárias para evitar o assalto. Os manifestantes lançaram pedras contra a embaixada antes de irromper pelo edifício adentro, danificando o seu equipamento, sem que os corpos de segurança sírios o tenham impedido, contou o funcionário.

"O Governo saudita atribui às autoridades sírias a responsabilidade pela segurança e pela proteção dos interesses sauditas e dos seus diplomatas na Síria, de acordo com os convénios e tratados internacionais", indica a nota. A Arábia Saudita retirou o seu embaixador da capital síria no dia 7 de agosto, como forma de contestar a repressão dos protestos contra o regime de Bashar al-Assad, que começaram em meados de março passado. Os manifestantes de sábado passado, partidários do regime sírio, atuaram em protesto contra a decisão da Liga Árabe de suspender a participação da Síria neste órgão.

A Liga Árabe decidiu no sábado suspender a Síria da organização e pedir sanções económicas e políticas contra o regime de Damasco, que considerou esta decisão "nula" e sujeita aos interesses norte-americanos. A organização pan-árabe adotou a resolução numa reunião extraordinária dos ministros dos assuntos exteriores árabes, realizada na sua sede no Cairo. Após a reunião, "dezenas de milhares de sírios", segundo uma informação da agencia oficial síria Sana, concentraram-se nas praças de Damasco e várias cidades do país para expressar o seu ódio contra a Liga Árabe e apoiar "o programa de reformas do presidente Bashar al-Assad".

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