Aquele dia de 1998 em que Hillary deixou Bill Clinton a sangrar

Ex-funcionários da Casa Branca falam sobre ambiente "de morgue" que se vivia no auge do escândalo Monica Lewinsky.

Gritos, insultos e até um episódio que acabou com a cama do casal presidencial manchada de sangue. Era assim a Casa Branca no verão de 1998, no auge do escândalo Monica Lewinsky, contaram antigos funcionários a Kate Andersen Brower, autora de The Residence: Inside the Private World of the White House (A Residência: no Mundo Privado da Casa Branca).

Publicado na terça-feira, dias antes da data prevista para o lançamento da campanha de Hillary Clinton para as presidenciais de 2016, um dos episódios relatados no livro que mais tem chamado a atenção dos media é aquele em que, após uma forte discussão sobre a relação do então presidente com a ex-estagiária da Casa Branca, a primeira dama lhe terá lançado à cabeça um dos 20 livros que mantinha junto à mesa de cabeceira no quarto do casal. "Havia sangue espalhado por cima da cama do presidente e da primeira dama", escreve Brower. Segundo a autora - que para escrever o livro falou com mais de uma centena de funcionários que lidaram com as famílias presidenciais dos Kennedy aos Obama -, Bill "teve de levar vários pontos na cabeça".

Na altura, quando o escândalo veio a público e Clinton enfrentou um processo de destituição, surgiram boatos de que Hillary lhe teria atirado um candeeiro. A própria primeira dama abordou o assunto numa entrevista a Barbara Walters, afirmando: "Tenho um braço forte. Se tivesse atirado um candeeiro a alguém acho que se notaria". Aos funcionários, o presidente disse ter batido com a cabeça da porta, mas ninguém acreditou. E não faltou quem achasse "bem feito" que Bill dormisse no sofá durante meses.

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