América castiga Obama e vira à direita já de olhos postos em 2016

Republicanos passam a controlar as duas câmaras do Congresso, quando as atenções se centram na corrida às presidenciais

Depois da maré vermelha, a cor dos republicanos, que varreu a América nas eleições intercalares de terça-feira, o presidente Obama estendeu ontem a mão à nova maioria no Congresso. Os democratas perderam o controlo do Senado e viram a direita ganhar mais lugares na Câmara dos Representantes, além de ter agora o governo de 31 dos 50 estados americanos. Com dois anos até ao fim do seu segundo e último mandato, o presidente terá de lidar com um Congresso hostil que promete bloquear as suas propostas e dificultar o seu legado. Isto quando os americanos já se preparam para a próxima batalha, a das presidenciais 2016.

"Os republicanos tiveram uma grande noite", admitiu Obama na Casa Branca. O presidente garantiu ter ouvido a mensagem dos americanos e afirmou: "Como presidente, tenho a responsabilidade de tentar que isto funcione."

Quando o novo Congresso tomar posse, em janeiro, os republicanos começarão os trabalhos armados da mais substancial maioria desde finais dos anos 1940. E as suas prioridades são económicas: na agenda republicana estão dezenas de propostas de lei pró-crescimento que pretendem aprovar a construção do oleoduto Keystone XL, entre o Canadá e o golfo do México, aumentar a produção de gás natural, apoiar as pequenas empresas e reduzir a intervenção do Estado. Reformar o Código Fiscal, reduzir as despesas, modernizar o sistema jurídico e apostar mais na educação são outras das prioridades.

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