Alemanha diz que execução de Haines foi um "ato odioso de violência bárbara"

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, condenou hoje a execução do refém britânico David Haines, reivindicado pelo Estado Islâmico (EI), classificando-a como um "ato odioso de violência barbara".

"Com a publicação na internet de imagens deste assassinato, mais um tabu é quebrado de forma inaceitável", escreve o chefe da diplomacia alemã, em comunicado, citado pela agência France Presse.

"Lá, onde reina o estado islâmico, assassina-se, viola-se, incendeia-se. A comunidade internacional deve resolutamente combater esta que é também uma ameaça para o Iraque, para as regiões periféricas e para todos nós", acrescentou.

O responsável aplaude a convocação para segunda-feira da conferência de Paris sobre a segurança no Iraque, que será aberta pelo presidente François Hollande e pelo seu homólogo iraquiano Fouad Massoum.

"A iniciativa de França para uma reunião em Paris é muito oportuna. Precisamos de uma estratégia para combater a ameaça representada pelo Estado Islâmico", disse.

O EI reivindicou no sábado a decapitação de David Haines, um trabalhador de uma organização humanitária de 44 anos, numa mensagem de vídeo, que mostra o assassinato, informou o centro norte-americano de vigilância de 'sites' islamitas.

Esta foi a terceira execução sumária deste tipo num mês, depois das de dois jornalistas norte-americanos reféns na Síria, James Foley e Steven Sotloff.

No registo de dois minutos e 27 segundos, intitulado "Uma mensagem aos aliados da América", o grupo 'jihadista' reprova o facto do Reino Unido se ter juntado à coligação liderada pelos Estados Unidos, que lançou ataques aéreos contra o EI no Iraque.

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