Al-Qaida apela à realização de ataques terroristas no Ocidente

Dirigente da Al-Qaida na Península Arábica incentiva os terroristas a fazer atentados nos países em que vivem no Ocidente, nomeadamente nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

O dirigente da Al-Qaida na Península Arábica instou os extremistas islâmicos que vivem no Ocidente a levarem a cabo atentados nos países onde se encontram, em vez de se deslocarem para as zonas de conflito.

Numa mensagem gravada em vídeo e difundida através da internet, Ali bin Nasr al Ansi aponta como objetivo atingir os países "hostis para com os muçulmanos", entre os quais incluiu os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá.

Por isso, considerou que os ataques que classificou como "jihadismo individual" dos chamados "lobos solitários" nos países ocidentais é mais eficaz do que incorporação nas fileiras da "guerra santa" em locais onde se registam conflitos.

Mesmo assim, acrescentou Al Ansi, os extremistas podem optar por combater nas zonas de guerra (Síria e Iraque) caso não tenham capacidade para organizarem ataques nos países ocidentais onde vivem.

O líder terrorista pediu também aos simpatizantes do grupo para financiarem as operações, já que precisam de cada vez mais dinheiro para os ataques, revelando que um atentado suicida com recurso a um veículo armadilhado custa cerca de 16 mil dólares.

Na mesma mensagem, o líder da organização terrorista afirma que o grupo "está a fazer esforços para levar a cabo operações no exterior" do Iémen.

Na semana passada, Al Ansi reivindicou o atentado que fez doze mortos no dia 7 de janeiro contra a redação do semanário satírico francês "Charlie Hebdo", que publicou as caricaturas do profeta Maomé.

Já na mensagem da semana passada ameaçou realizar mais ataques contra os países ocidentais utilizando "lobos solitários" (operacionais isolados).

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