Zuma conclui visita a mina onde morreram 44 pessoas

O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, concluiu na manhã de hoje uma visita à zona de Marikana, a noroeste de Joanesburgo, onde 44 pessoas morreram na última semana em confrontos entre mineiros em greve e as forças policiais.

Acompanhado de vários membros do seu executivo e de responsáveis do governo provincial do Noroeste e dos serviços de polícia (SAPS), Zuma dialogou com pessoal clínico do hospital Andrew Saffy, onde muitos feridos nos confrontos recebem ainda tratamento, disse o porta-voz da presidência Mac Maharaj.

Referindo-se ao incidente de quinta-feira, quando agentes da polícia abriram fogo sobre uma multidão de mineiros que alegadamente atacava com catanas, paus e outras armas, matando 34 e ferindo 78, o presidente salientou ser "inaceitável" uma tal perda de vidas e considerou ser imperioso garantir que incidentes do género não se repitam.

"Estou convencido de que a comissão de inquérito (por si nomeada) exporá a verdade e fará vir ao de cima a verdade. Pedimos aos departamentos relevantes do governo, em especial ao governo provincial, que conceda assistência de emergência às famílias durante este difícil e doloroso período", disse Jacob Zuma.

O chefe do Estado, que regressou na tarde de sexta-feira da cimeira da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre em Maputo, para se inteirar 'in loco' da situação em Marikana, reconheceu que "muitas famílias de mineiros buscam ainda desesperadamente por familiares desaparecidos", exortando por isso as autoridades a prestarem-lhes toda a ajuda possível.

A violência em Marikana, nos arredores de Rustemburgo, região onde se situam alguns dos maiores depósitos de platina do mundo, eclodiu na sequência de uma greve ilegal decretada por mais de 3 mil mineiros da empresa Lonmin, divididos entre dois sindicatos que lutam pela hegemonia nas minas.

Entre sexta-feira da semana passada e segunda-feira última dez pessoas, entre as quais dois polícias, tinham sido mortas perto da mina da Lonmim, onde entretanto todas as operações foram interrompidas.

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