Zuma agradece ao povo pela vitória do ANC

Após as legislativas de quarta-feira o país terá entrado em duas novas eras: a de Zuma e a do multipartidarismo a sério.

Zuma tem razões para dançar. O partido a que preside, o Congresso Nacional Africano (ANC), venceu as legislativas de quarta-feira e isso significa que, a 6 de Maio, ele vai ser eleito pelos deputados para a presidência da África do Sul. É que, para isso, precisa só de maioria simples no Parlamento. E ontem o partido histórico da luta contra o apartheid tinha já 66% dos sufrágios expressos, quase menos quatro pontos percentuais do que obteve há cinco anos, indicou uma contagem parcial com um terço dos votos contados.

O que todos esperam para ver é se o ANC renova a sua maioria de dois terços no Parlamento. Todos menos o próprio ANC. "Nós esperamos uma sólida vitória", declarou, à AFP, o secretário-geral do partido, Gwede Mantasehe, garantindo que os seus dirigentes não estão obcecados com este número, "de uma maioria de dois terços".

Os apoiantes do ANC e de Zuma também não esperaram pelos resultados totais ou oficiais para celebrar nas ruas de Joanesburgo. "Nós sabemos que a contagem está ainda em curso, mas nós podemos sentir os 70%", declarou o presidente do partido que está no poder há uma quinzena de anos.

"Viemos aqui para agradecer", prosseguiu Zuma, de 67 anos, aproveitando para decretar a derrota da oposição. Nomeadamente a do partido formado a partir de uma dissidência do ANC, o Congresso do Povo (Cope), que não terá conseguido muito mais do que 8%. Quem aparecia com mais 4% do que em 2004 era a Aliança Democrática, AD, que registava 16%. O partido nascido da oposição branca ao regime do apartheid pode mesmo passar a dominar a província do Cabo Ocidental, onde a sua líder, Helen Zille, já é autarca da Cidade do Cabo. Após estas eleições, a África do Sul terá entrado em duas novas eras: a de Zuma e do multipartidarismo a sério, escreveu o Mail and Guardian.

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