Wade aceita derrota e felicita Macky Sall

Abdulaye Wade, cuja candidatura a um terceiro mandato foi contestada pela oposição senegalesa, aceitou a sua derrota na segunda volta das presidenciais e felicitou o seu sucessor

Após uma primeira volta manchada pelos confrontos violentos que decorreram durante a campanha, a votação de domingo no Senegal, que determinou a vitória de Macky Sall sobre Abdulaye Wade, foi aplaudida pela comunidade internacional pelo seu pacifismo. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que o Senegal foi um "modelo de democracia" e a União Europeia considerou o país "um ótimo exemplo para África".

Abdulaye Wade, que foi alvo de duros protestos por ter decidido candidatar-se a um terceiro mandato, deu os parabéns aos seus compatriotas por terem votado "livremente, com calma e serenidade". Wade fez mesmo um telefonema a Macky Sall, o seu sucessor na presidência, para lhe dar os parabéns pela vitória. "As coisas correram condignamente, é preciso que Abdoulaye Wade seja felicitado", declarou Sarkozy perante a atitude do candidato derrotado.

Os resultados oficiais da segunda volta só deverão ser conhecidos dentro de dois dias.

Abdulaye Wade iniciou em 2000 um primeiro mandato de sete anos, mas o segundo durou apenas cinco devido uma alteração constitucional de 2001. Esta alteração foi revista em 2008 e o mandato presidencial voltou a ter sete anos.Os apoiantes de Wade defenderam que esta situação lhe conferia o direito de tentar a reeleição, apesar de a Constituição permitir apenas a realização de dois mandatos. A candidatura acabou por ser validada pelo Tribunal Constitucional em janeiro.

Os protestos contra a candidatura de Wade resultaram em confrontos violentos durante o mês de fevereiro. Pelo menos seis pessoas morreram e cerca de 150 ficaram feridas.

Na primeira volta, a 26 de fevereiro, Wade conseguiu 34,81% dos votos e Macky Sall obteve 26,58%. Os 12 candidatos que foram excluídos durante a primeira volta decidiram apoiar Sall.

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