Vala comum com 29 corpos em subúrbio de Abidjan

Uma nova vala comum com 29 corpos foi encontrada num subúrbio de Abidjan, capital comercial da Costa do Marfim, e investigadores das Nações Unidas estão a investigar as mortes, refere um despacho da Associated Press.

Segundo um residente de Yopougon, um dos bairros de Abidjan, citado pela Associated Press, vários militantes de Gbagbo entraram no bairro quando se celebrava a prisão do ex-presidente, a 11 de abril, e tinham como alvo membros dos grupos étnicos Dioula e Baoulé, que apoiam o presidente eleito democraticamente, Alassane Ouattara.

"Eles mataram dois jovens dos Baoulé e forçaram-nos a enterrá-los na mesma vala", disse aquele residente, ao salientar que contou na mesma vala um total de 29 corpos. Um repórter da Associated Press visitou o local e conversou com moradores, que afirmaram que membros das suas famílias foram mortos. O escritório de direitos humanos da ONU, em Genebra, anunciou na sexta-feira que os seus investigadores dirigiam-se para um campo de futebol em Yopougon, onde se acredita ser o local de uma nova vala comum.

"Disseram-nos que existe um vasto campo usado para jogar futebol que é hoje um cemitério a céu aberto", disse o porta-voz da missão da ONU na Costa do Marfim, Hamadoun Toure. Toure declarou que não se sabe se as vítimas foram mortas pelas forças de Gbagbo ou se eram partidárias do ex-ditador e foram assassinadas por forças leais a Ouattara. A recusa de Gbagbo de ceder ao poder depois de perder as eleições em Novembro lançou a nação numa espiral de violência. Mais de 1.000 civis foram mortos, primeiro pelo exército controlado por Gbagbo e depois por um grupo de ex-rebeldes aliados de Ouattara, que assumiu a presidência do país.

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