Tropas africanas para o Mali transportadas em 2 semanas se houver ponte aérea

O chefe da Missão Internacional de Apoio ao Mali previu hoje que a deslocação das tropas africanas para o país poderia ser realizado em duas semanas, se se recorrer a uma ponte aérea, noticia a AFP.

"O problema do equipamento [dos soldados africanos] foi abordado pelas organizações financiadoras(...). Elas prometeram financiamento e equipamento, estamos à espera que o façam rapidamente. Mas isto não nos vai impedir de nos deslocarmos", afirmou o general nigeriano Shehu Abdulkadir, que chefia a missão (MISMA, na sigla em francês).

Abdulkadir falava à agência noticiosa, durante uma visita a Tombuctu, libertada na segunda-feira dos grupos islamitas armados.

O Conselho da Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) decidiu na sexta-feira aumentar os efetivos da força africana destinada ao Mali, pressionando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para fornecer uma ajuda logística "temporária" de urgência, para acelerar a sua deslocação.

"Já há numerosos países a discutirem (...) uma ponte aérea estratégica. Se nós a conseguirmos rapidamente, estou seguro (...) que em duas semanas, todas as tropas [africanas] estarão posicionadas nas suas diferentes localizações" no Mali, acrescentou.

Interrogado sobre os países que vão participar na ponte aérea, respondeu: "Todos. A União Europeia na sua totalidade, a América ajuda também, a França ajuda, e um grande número de outros países que viram a nossa necessidade de desembaraçar o norte do Mali dos islamitas também contribuem".

Desde 11 de janeiro que a França realiza ações militares para conter e fazer recuar os islamitas ligados à Al-Qaida, que ocupam o norte do Mali desde a primavera de 2012 e ameaçavam desestabilizar todo o país quando começaram a avançar para a capital, Bamaco.

"O terrorismo não é específico de África. É um fenómeno que inquieta o mundo inteiro. É a razão pela qual o mundo inteiro se junta a África para se desembaraçar de esta ameaça", concluiu.

No total, cerca de oito mil soldados africanos são esperados no Mali pata apoiar as forças malianas e substituírem as tropas francesas, mas estão a chegar a conta-gotas, com a sua deslocação prejudicada por problemas de financiamento e logística.

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