Referendo constitucional decorreu sem violência

Os eleitores do Zimbabué votaram hoje, em ambiente calmo, num referendo sobre a nova Constituição do país, que propõe uma redução dos poderes presidenciais e um reforço das competências do Governo e do Parlamento.

As urnas abriram às 07:00 locais (05:00 em Lisboa) e encerraram às 19:00 locais.

"Não recebemos qualquer indicação de violência", disse a presidente da comissão eleitoral, Rita Makarau, citada pela AFP. A participação, inicialmente fraca, foi aumentando ao longo do dia, acrescentou a mesma responsável, reconhecendo a existência de alguns problemas logísticos.

A lei fundamental submetida a referendo reduz os poderes do presidente e limita a duração dos seus mandatos a 10 anos, reforçando as competências do parlamento, atualmente dominado pelo partido do primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, principal opositor do presidente Robert Mugabe, no poder há mais de 30 anos.

Tsvangirai e Mugabe coabitam num Governo de unidade nacional, imposto pelos países vizinhos do Zimbabwe, para impedir uma guerra civil após a campanha eleitoral de 2008.

Como a nova Constituição não impede Mugabe de se recandidatar, o presidente, de 89 anos, pode voltar a ser reeleito e ficar no poder até aos 99 anos.

A Constituição deverá ser aprovada, dado que tanto Mugabe como Tsvangirai defenderam o "sim" no referendo.

A contagem dos votos começou de imediato e os resultados devem ser conhecidos nos próximos dias.

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