Quase 1500 mineiros despedidos na África do Sul

O grupo sul-africano Gold One anunciou hoje o despedimento de 1.435 trabalhadores da mina de Ezulwini, no oeste de Joanesburgo, que começaram uma greve a 1 de outubro.

A direção da empresa, que havia suspendido os grevistas depois de obter na justiça do trabalho a proibição do movimento, "concluiu que, na maioria dos casos, não houve fatores atenuantes suficientes contra os despedimentos", precisou em comunicado.

O mesmo grupo já tinha despedido, em junho, mais de metade dos funcionários da principal mina de ouro em Modder East, a leste de Joanesburgo, após uma greve organizada por um sindicato. A maioria dos funcionários foi readmitida, mas o conflito deixou dois mortos, segundo a direção da empresa.

A África do Sul está a ser atingida há cerca de dois meses por uma vaga de greves, que começou na mina de platina de Marikana, perto de Rusterburg, norte do país, e depois espalhou-se a diversas minas, como cromo, ouro e carbono.

A empresa "número um" mundial na produção de platina, Amplats, e filial da gigante mineradora Anglo American, anunciou na sexta-feira o despedimento de 12.000 mineiros, mais de 40% dos efetivos, em Rusterburg, onde as operações estão quase paralisadas por uma greve desde 12 de setembro.

Os 1.435 mineiros despedidos da Gold One, num total de 1.900 trabalhadores em Ezulwini, podem recorrer da decisão até quinta-feira.

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