Polícia dispersa manifestação com balas de borracha

A polícia sul africana dispersou, hoje, uma manifestação considerada ilegal pelas autoridades, perto de uma mina de platina do grupo Amplats, em Rustenburg, na África do Sul, com balas de borracha, gás lacrimogéneo e granadas de fumo, avançou a agência France Presse.

A polícia e representantes dos mineiros que fizeram declarações via telefone, confirmaram o incidente.

"Eles recusaram dispersar. A polícia teve que recorrer a gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento e também foram disparadas balas de borracha", disse o porta-voz da polícia Dennis Adrião.

Por seu lado, o porta-voz da Anglo Platinium, empresa do grupo Amplats, Mpumi Sithole, confirmou que foi usado gás lacrimogéneo numa "concentração informal em Sondela".

O grupo Amplats, que decidiu encerrar temporariamente as suas instalações em Rustenburg, ameaçou despedir todos os trabalhadores que não regressassem hoje ao trabalho.

Na terça-feira, a companhia adiantou que as operações da empresa tinham regressado a níveis normais com a reabertura de cinco minas em Rustenburg, no entanto "muitos" mineiros continuavam sem regressar ao trabalho.

O representante dos trabalhadores, Gaddhafi Mdoda, disse ter visitado hoje três locais e adiantou que apenas em um os mineiros tinham regressado ao trabalho, mantendo-se a greve nos restantes.

O grupo Amplats fechou as suas cinco minas na passada quarta-feira por razões de segurança após ameaças sobre os mineiros que queriam ir trabalhar.

A empresa é o segundo grupo mineiro a ser afetado por greves em Rustenburg, onde se empregam 24 mil pessoas, depois de uma greve no grupo vizinho Lonmin ter resultado na morte de 45 mineiros, 34 das quais mortos pela polícia durante uma manifestação.

Terça-feira os trabalhadores e o grupo Lonmin chegaram acordo para acabar com a greve que durava desde 10 de agosto depois de a empresa ter aprovado um aumento salarial de 22 por cento.

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