Perto de 5 mil mísseis anti-aéreos de Kadhafi desaparecidos

Perto de cinco mil mísseis anti-aéreos SAM-7 do arsenal do ex-líder líbio Muammar Kadhafi continuam desaparecidos, reconheceu hoje um responsável militar do novo regime.

As novas autoridades líbias neutralizaram hoje de forma simbólica algum equipamento bélico do antigo líder, durante uma visita às instalações de um antigo armazém de armamento do coronel Kadhafi.

"A Líbia de Kadhafi comprou cerca de 20 mil mísseis terra-ar SAM-7, de fabrico soviético ou búlgaro", declarou o general Mohamed Adia, responsável pelo departamento de armamento do Ministério da Defesa do Conselho Nacional de Transição (CNT).

"Mais de 14 mil destes mísseis foram utilizados, destruídos ou estão actualmente obsoletos. A maioria dos mísseis estavam armazenados na cidade de Zenten [a sudoeste de Tripoli]", explicou o mesmo responsável, durante uma conferência de imprensa realizada nas instalações do antigo armazém, localizado nas imediações de Benghazi.

"Cerca de cinco mil SAM-7 continuam desaparecidos. Infelizmente, é possível que alguns desses mísseis possam ter caído em mãos erradas [...] no estrangeiro", admitiu o militar, explicando ainda que perto de 500 mísseis SAM-7 foram encontrados pelas forças do CNT.

Uma parte destes mísseis estava armazenada neste complexo em Benghazi, construído num bairro periférico, segundo o general.

O responsável realçou ainda que as forças do CNT destruíram "por iniciativa própria" um total de 180 mísseis "de forma a proteger o mundo destas armas".

Entretanto, as informações sobre o paradeiro dos elementos mais próximos do antigo líder líbio continuam a ser contraditórias.

Um homem identificado como Moussa Ibrahim, porta-voz do regime deposto do coronel Kadhafi, desmentiu hoje, em declarações a um canal de televisão, ter sido capturado pelos combatentes do novo poder líbio.

A captura de Moussa Ibrahim foi divulgada na quinta-feira por comandantes do CNT.

"Esta informação é uma mentira e não reflecte a realidade, porque eu estava perto da frente de combate de Sirte com 23 combatentes, fomos atacados durante mais de um dia e meio por rebeldes fortemente armados", disse o porta-voz, em declarações via telefone ao canal de televisão Arrai, com sede na Síria, numa referência aos combates que prosseguem há mais de duas semanas naquele reduto pró-Kadhafi.

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