ONG instam Obama a pressionar Obiang na cimeira

O Presidente norte-americano, Barack Obama, deve exortar o seu homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, a pôr fim às violações dos direitos humanos, apelou hoje a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW).

O apelo da HRW foi feito no âmbito do convite de Barack Obama a dirigentes de 47 países africanos, incluindo Teodoro Obiang, para participarem numa cimeira na Casa Branca de 04 a 06 de agosto, para reforçar os laços com uma das regiões mais dinâmicas" do mundo, de acordo com a Casa Branca.

Em comunicado hoje divulgado, aquela organização internacional de defesa dos direitos humanos considera que o Presidente da Guiné Equatorial, que há uma semana aderiu à Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), "quer livrar-se da sua imagem de um líder de um regime corrupto que viola os direitos humanos".

Por isso, "em vez de lhe dar a oportunidade de fazer relações públicas, o Presidente (Barack) Obama deve insistir (com Teodoro Obiang) em pôr fim à prática da tortura, corrupção e outros abusos que são comuns na Guiné Equatorial", defende a ONG.

No dia 23 de julho, a CPLP aprovou a entrada da Guiné Equatorial na organização, uma reivindicação antiga do governo liderado por Teodoro Obiang e contestada por várias organizações da sociedade civil, que alegam o facto de, além do facto de poucos guineenses falarem português, o regime de Malabo se destacar nas violações dos direitos humanos.

Na nota, a HRW acusa Teodoro Obiang, que dirige a Guiné Equatorial desde 1979, de reprimir os opositores políticos, a sociedade civil independente e os meios de comunicação naquele país onde "prevalece alto grau de corrupção".

Para sustentar as suas alegações, a HRW cita o mais recente relatório anual do Departamento de Estado norte-americano sobre os direitos humanos no mundo, em que o governo de Washington aponta a Guiné Equatorial como país onde se registam vários casos de violações dos direitos humanos.

A organização destaca na nota diversos casos, nomeadamente o do empresário italiano Roberto Berardi, "preso injustamente por mais de 18 meses, numa aparente tentativa de o impedir de fazer revelações sobre a suposta corrupção do filho mais velho de Obiang, Teodoro "Teodorín` Nguema Obiang, segundo vice-presidente do país no comando de defesa e segurança".

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