Número de mortos no atentado de Marraquexe sobe para 17

Uma cidadã suíça, gravemente ferida no atentado terrorista de Marraquexe (Marrocos) na semana passada, não resistiu aos ferimentos e morreu, anunciou hoje a presidente da confederação helvética e ministra dos Negócios Estrangeiros, Micheline Calmy-Rey.

Em comunicado, a presidente afirmou que "teve conhecimento [hoje de manhã] com grande dor e muita tristeza da morte de uma das duas cidadãs suíças feridas no atentado de 28 de abril em Marraquexe", referindo ainda que a mulher, de 25 anos, morreu num hospital de Zurique.

O número de vítimas mortais no ataque, que fez também cerca de 20 feridos, sobe assim para 17. Um cidadão português também morreu no atentado.

A mulher, natural de Tessin, estava a passar férias em Marrocos com o companheiro e outro casal. Os dois homens, de 23 e 25 anos, morreram no atentado, enquanto a outra jovem se encontra em estado grave.

Três suspeitos de nacionalidade marroquina foram detidos, incluindo o presumível autor material do atentado que tem ligações à Al-Qaida e terá fabricado o engenho explosivo que foi detonado à distância, de acordo com as autoridades marroquinas.

O ministro do Interior marroquino, Taieb Cherkaui, informou hoje que o presumível autor já tinha estado detido em Portugal por tentativa de união a grupos terroristas islâmicos.

Cherkaui acrescentou que o presumível autor do atentado também esteve detido na Líbia e na Síria.

O atentado contra a cafetaria Argana, um dos principais pontos de encontro de turistas em Marraquexe, foi o ato terrorista mais sangrento registado em Marrocos depois dos atentados terroristas de 16 de Maio de 2003 em Casablanca, em que morreram 45 pessoas.

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