Nova pena de morte para líder da Irmandade Muçulmana

O guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, foi hoje novamente condenado à morte num caso ligado aos atos de violência que em julho de 2013, fizeram dez mortos no Cairo.

Mohamed Badie e outras 13 pessoas foram hoje condenados à morte. Todas elas estavam ligadas à Irmandade Muçulmana, movimento do ex-presidente Mohamed Morsi que, em julho de 2013, foi deposto pelo exército então liderado pelo atual Presidente Abdel Fattah al-Sissi.

A lei egípcia diz que todas as penas de morte deverão ser sujeitas ao parecer do Grande Mufti (representante do Islão perante as autoridades e aquele a quem é reconhecida a autoridade em assuntos relacionados com a lei islâmica) até ao veredito final, previsto para 3 de agosto. Contudo, este parecer tem um carácter meramente consultivo.

Mohamed Badie foi já condenado em abril, assim como cerca de 700 outros islamitas, por incitar ao homicídio. Pena pronunciada por um tribunal da província central de Minya e cujo confirmação deverá ser conhecida até 21 de junho. Também a 24 de março a justiça egípcia pronunciou 529 penas outras capitais, das quais 492 acabaram por ser alteradas para prisão perpétua.

No total, Badie está envolvido em cerca de 40 processos e incorre em pena de morte em vários outros processos. Também Mohamed Morsi, o presidente islamista deposto em 2013, é acusado de espionagem, fuga da prisão, morte de manifestantes e afronta a magistrados.

A Irmandade Muçulmana foi declarada "grupo terrorista" no final de 2013 pelas autoridades militares interinas que antecederam o governo do agora Presidente Sisi.

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