Mulher do fotógrafo João Silva viajou para Alemanha

Vivian disse à agência SAPA que a família está a "aguentar-se bem". O fotógrafo português pisou uma mina no Afeganistão 

O fotógrafo português João Silva, cujas pernas foram amputadas pelo joelho após pisar uma mina no Afeganistão, foi transferido no sábado à noite para uma base norte-americana na Alemanha. A sua mulher, Vivian, que vive na África do Sul, embarcou ontem ao princípio da noite para Heidelberg, para se reencontrar com o marido.

Em declarações à agência de notícias SAPA, Vivian contou que a família está a "aguentar-se bem". O casal tem dois filhos, uma menina de seis anos e um rapaz de cinco. Várias mensagens de apoio foram colocadas na página do Facebook do fotógrafo, vencedor de vários prémios. João Silva é ainda autor de dois livros, um em conjunto com três fotógrafos que fizeram a cobertura da violência na África do Sul durante a década de 1990 e outro sobre os xiitas no Iraque na era pós-Saddam Hussein.

O fotógrafo, que nasceu há 44 anos em Lisboa, encontrava-se no Afeganistão em reportagem para o New York Times. Acompanhava a 101.ª Brigada Aerotransportada em Arghandab quando pisou uma mina. A jornalista que o acompanhava, Carlotta Gall, contou como ele continuou a fotografar mesmo depois de ferido.

"Aqueles que conhecem o João não vão ficar surpreendidos ao saber que, durante toda esta provação, ele continuou a tirar fotografias", escreveu o editor executivo do jornal, Bill Keller, num memorando interno. O mesmo onde contava que o jornal ajudou Vivian a ultrapassar a burocracia e conseguir um visto para ir ter com o marido. "Ele vai fazer falta até, como não tenho dúvidas que vai acontecer, regressar à acção", concluía.

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